quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

De gênio e louco todo mundo tem um pouco...

Sou completamente apaixonada pelo escritor Augusto Cury, li vários livros que levaram as lágrimas, me fizeram descobrir algumas mazelas ocultas que habitavam minha alma e que nem mesmo eu conhecia. Ele sempre explora o mundo da nossa mente contando histórias engraçadas, romances, ou histórias reais e que no fundo nos fazem nos afinar completamente com os personagem e tirar bons ensinamentos disso. Sou frequentadora assídua do blog do Augusto Cury e o trabalho que ele desenvolve da Inteligência Multifocal a qual acho incrível. Já escrevi algumas vezes aqui sobre leituras do Augusto Cury!!


Hoje li o post com uma entrevista com o escritor falando do livro novo e da maneira como explora as histórias em seus livros e já fiquei entusiamadíssima para ler! Resolvi postar para vocês...



O novo livro de Cury é De Gênio e Louco Todo Mundo Tem um Pouco (Editora Planeta, 208 págs.). Pode-se dizer que seja uma autoajuda romanceada. Nessa história, o autor puxa dois personagens de outro romance seu, O Vendedor de Sonhos. É uma dupla pseudo-divertida, especialista em arrumar confusões e salvar vidas.

São dois ''loucos e gênios'' que, em comum, sofreram na infância com a perda dos pais e de todas as oportunidades na sociedade. Passaram a viver nas ruas. Têm tantas coisas em comum que, muitas vezes no enredo, podem deixar o leitor sem saber quem é quem.

É um livro que trata de problemas sociais, psicológicos sobretudo. Talvez seja essa a isca com a qual Cury fisga tantos leitores - uma gente real que sofre com o actual mundo de concorrências e diferenças, frustrações e desilusões, tudo no plural.

O texto não é nada elaborado; ao contrário, é simplório. Segundo o autor, foi escrito para crianças de 9 a 90 anos.

DIÁRIO - Seus livros de autoajuda foram bem-sucedidos e, então, o sr. rumou para o romance. Por quê?

AUGUSTO CURY- Escrevi mais de 20 livros sobre psicologia aplicada. Procurei democratizar o conhecimento científico para que leitores aprendessem a proteger sua emoção, a gerenciar seus pensamentos, a trabalhar perdas e frustrações, a desenvolver capacidade de empreender, pensar antes de reagir e correr riscos para materializar seus sonhos. Entretanto, senti a necessidade de escrever romances para que os leitores pudessem aprender de forma agradável e assimilar esses processos.

DIÁRIO - Acha que conseguiu?

CURY - Meu primeiro romance, O Futuro da Humanidade, causou grande impacto. Mais de um milhão de pessoas o leram e foram às lágrimas, porque entenderam que nas sociedades modernas estamos cada vez mais nos tornando números de identidade e de cartão de crédito em vez de seres humanos complexos e únicos. Desta forma, minha intenção ao escrever é levar as pessoas a navegar nas águas da emoção e principalmente auxiliá-las a encontrar ferramentas que as tornem autoras de sua própria história.

DIÁRIO - O sr. já tentou entender o segredo do êxito de seus livros no mercado? São as histórias, o texto fácil...?

CURY - Durante mais de 20 anos, tive o privilégio de desenvolver uma das poucas teorias mundiais que estuda o processo de formação de pensamentos. Meus livros divulgam essa teoria. Preferi usar uma linguagem acessível para que o maior número de pessoas tenha condição de entender o teatro da mente humana e de usar as ferramentas para expandir o pensamento crítico e desenvolver a arte da observação, da dedução e da interiorização.

DIÁRIO - Foi assim desde o começo?

CURY - Isso aconteceu depois que escrevi o livro Inteligência Multifocal, de linguagem fechada. Muitas pessoas têm dificuldade de lê-lo, então após ver que poucas pessoas estavam usando minha teoria em trabalhos de mestrado e doutorado, percebi que estava distante da sociedade em geral. Então, procurei democratizar o conhecimento. Muitas pessoas ainda usam os livros em pós-graduações, em especial em educação multifocal. Milhões de outras pessoas, de 50 países, estão lendo os livros e aplicando a teoria em suas vidas. Acredito que essas pessoas estão conseguindo de uma maneira prática mudar sua trajetória de vida e reescrever os capítulos mais importantes de suas histórias.

DIÁRIO - Por conta das grandes vendagens, o sr. já ouviu comparações com Paulo Coelho?

CURY - Já aconteceram, sim, algumas comparações. Conheço pouco o trabalho de Paulo Coelho, mas o respeito como um autor extremamente lido. Mas nossos trabalhos são muito diferentes. Meus livros falam sobre psicologia e outras ciências humanas, não entro na esfera do misticismo, do sobrenatural.

DIÁRIO - Quais são seus autores preferidos na literatura? E os livros mais significativos na sua opinião?

CURY - Gosto muito de Machado de Assis, da forma como ele escreve e se expressa, além de gostar muito de ler e estudar os filósofos gregos. Desta forma, não posso definir quais os livros mais significativos porque, para mim, são muitos.

DIÁRIO - As personagens de suas histórias são baseadas em pessoas reais ou são tipos definidos pela psiquiatria?

CURY - Minhas personagens são fruto de muitos anos tendo experiências em consultório com meus pacientes. Também expressam muito do que sou, mas principalmente muito do que eu gostaria de ser.

DIÁRIO - Vivemos hoje em uma sociedade louca?

CURY - No livro O Vendedor de Sonhos, descrevo que as sociedades modernas se converteram em um manicômio global, um grande hospital psiquiátrico, onde o normal é ser irritadiço, sofrer por antecipação, ter emoção flutuante e reações explosivas diante de pequenas contrariedades. Ser normal é necessitar de grandes estímulos, como roupas de grife, festas e aplausos sociais, para ter migalhas de prazer. Essa é a situação normal do homo sapiens moderno, portanto doentia. O homem anormal abraça as árvores, conversa com as flores, faz das pequenas coisas um espetáculo aos olhos. Ele fala dos fracassos aos filhos e amigos para que eles aprendam a entender que ninguém é digno do pódio sem usar-se do fracasso para alcançá-lo. Nesse sentido, os anormais são minoria e são privilegiados, pois fazem da sua história um espetáculo único e imperdível, valorizam aquilo que o dinheiro não compra e somente desta forma é que poderemos encontrar maneiras de ser genuinamente felizes e realizados.

DIÁRIO - Por que hoje em dia crescem os casos de depressão?

CURY - Bom, os sintomas da depressão hoje são muitos e em alguns casos bem diferentes. Em De Gênio e Louco..., falo bastante de alguns sintomas de depressão, estresse, ansiedade. Um deles é o fato de que as pessoas estão deprimidas igualmente pelo ambiente tenso e ansioso em que vivem, trabalham e convivem, onde não se sentem produtivos, construtivos, criativos e contemplativos. Entretanto este é apenas um exemplo, existem muitos outros fatores que fazem aumentar os casos de depressão.

DIÁRIO - Hoje, o sr. se dedica apenas aos livros?

CURY - O que me fez decidir ser um escritor foi em primeiro lugar a paixão que tenho pela vida e pelo mundo das ideias. Em segundo lugar, foi uma crise depressiva que tive quando estudava na faculdade de Medicina, daí comecei a escrever. Para muitos, a dor emocional os destrói; para outros, ela os constrói. Usei minha dor para me construir. Minha crise se tornou um excelente passaporte para que viajasse para dentro de mim e começasse a estudar o funcionamento da mente. Fiquei fascinado em penetrar em meu psiquismo e estudar as causas que financiavam minha angústia. Desta forma, escrever para mim é hoje essencial para que eu possa exteriorizar meus sentimentos. Entretanto, no tempo vago amo ficar com minha esposa e filhas e apreciar junto com elas a natureza. Gosto muito da vida no campo e de cuidar também dos animais e plantas.

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Tauana disse...

Vane têm declaração pra vc lá no bloguito... bitocas!

Amanda disse...

Oi querida... tb sou fã do Augusto Cury, foi ótimo vc me lembrar do blog dele... eu tinha na minha primeira lista de blog, depois perdi a lista e fiquei sem o link...
Seus livros são maravilhosos, sou supeita em dizer...
Meu marido me dá pelo menos um livro por ano... o último q ele me deu chama-se O que realmente importa... parei de ler por conta da correria mas já pego ele nas férias para terminar... é excelente depois te conto mais sobre ele...
Bjs

** Juju ** disse...

Vane eu descobri o Augusto Cury a pouco tempo.Meu sogro é super fã e me emprestou um livro, eu li no carro numa sentada só..kkk
Nunca gostei de livros de auto-ajuda, acha coisa besta. Mas o Augusto é diferente, apaixonante, inteligente, ah sou suspeitíssima..heheh. Adorei a dica do livro novo e a entrevista.
Beijos

Luciana Casado disse...

Oi Vane!!! Saudades tb!!
Sabe que eu nunca li Augusto Cury, mas vou procurar nas livrarias, tu me indica algum para começar?!
Bjus, Lu

Irene Moreira disse...

Vane Ganhei o dia lendo esta reportagem do Cury e suas respostas e como foi sua trajetória. Não é por menos que adoramos ler seus livros - São uma lição de Vida. Beijos

Vivian Pereira disse...

Esse livro parece ser muito bom!!! Mais um livro que se tornará famoso de Augusto Cury...

bjosss

Anônimo disse...

BA SE A NOSSA NAÇÃO SOUBESSE A BENÇÃO QUE É LER LER AUGUSTO CURY NÓS SERÍAMOS REALMENTE UM POVO MAIS FELIZ!!
PAULO COELHO SE ESCONDE ATRAS DE OCULTISMO,MAS CURY VIVE A REALIDADE!!!
QUE O AMADO DEUS ABENÇOE O DR AUGUSTO CURY!!!BRUNO QUARAI

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