quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Escrever o que sente e desabafar...

Olá pessoal...

Abri este blog falando sobre a psicologia de escrever para desabafar as nossas mágoas, neste meio tempo cruzei com muita gente que tem isso como hábito e também com muitos artigos falando sobre o assunto e de uma coisa estou certa, reduz o stress, traz paz interior, minimiza o problema e começamos a enxergar as coisas que nem conseguíamos ver, deixamos de ser o ator desta história para nos tornar o escritor e esse pode ser um ponto de partida para começar a mudar nossas vidas ou solucionar o dilema!

Em pesquisa sobre este assunto encontrei Verinha que disse que cultiva esta prática desde a pré-adolescência, quando ainda existiam os "diários". Verinha ainda afirma que ”quanto mais escrevemos, mais banalizamos o problema. Ideal é reler depois de algum tempo; percebemos que as coisas se repetem o que muda são as formas de soluções”.

Encontrei também uma menina muito especial por sua sensibilidade chamada Suellen Pinalli que me confidenciou que tem o costume de escrever sempre e que a última coisa que escreveu foi um desabafo sobre o desgaste causado pelas obrigações cotidianas, e analisa que na melhor fase da sua vida desejou apressar o tempo para se tornar adulta e hoje com o desgaste do trabalho e da rotina árdua gostaria de voltar a ser criança. Suellen autorizou que eu publicasse este relato tão delicado que deixa qualquer pessoa que lê com saudades da infância e com vontade de correr na chuva! Vejam só:


“Hoje a vida é um rascunho mal feito do que costumava ser antes, hoje ser grande torna-se tão pequeno, se fosse possível resgatar a infância trocaria máquinas de calcular, telefone e computador, por um dia de chuva, onde as gotas mesmo que em grande quantidade não se comparava à felicidade dos pés descalços sentindo o ar mais verdadeiro da liberdade. Fomos livres e felizes antes, mas tivemos que crescer e nos tornamos presos as responsabilidade de um mundo movido por dinheiro, palavra poderosa que move o mundo. É triste imaginar que a maior satisfação de um homem é receber o pagamento por um mês de trabalho, e não o simples fato de estar vivo.

Hoje ser feliz significa ter status e poder e não mais correr pela rua em dia de chuva, a fase mais difícil de um ser humano é perceber que deixou toda uma liberdade querendo crescer, não sabendo que a conseqüência seria prender-se as responsabilidades de uma vida adulta, hoje o chocolate já não é mais tão doce como na infância, ouvir os pássaros é perda de tempo, se sentar embaixo de uma arvore é “coisa de desocupado”, o sorriso outrora inocente torna-se sarcástico e frio, a beleza que era de uma princesa hoje é vista com sensualidade, a ingenuidade gratuita da infância hoje deu lugar a sagacidade de tornar-se grande. Fomos corrompidos pelo tempo e devorados pelo mundo, voltar atrás não é possível e tentar um recomeço não é aconselhável, então seguimos como zumbis sem saber para onde, mas seguindo os demais para não sermos considerados diferentes e sofrermos a rejeição, a tão temida rejeição.” Suellen Pinalli

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Anônimo disse...

é cruel ver que a vida passa, e somos obrigados a acompanhar seu ritmo, para não perdemos o compasso.

Vane Agape disse...

Concordo plenamente! Penso que quando a gente tem consciência deste fato já é 50% do caminho andado para MUDAR, mesmo que a gente continue no mesmo emprego, na mesma casa e com as mesmas chateações... podemos mudar a MANEIRA com que olhamos a vida e decidir entre seguir LEVE ou PESADO!

Marie Luna disse...

Vane, obrigada pela visita no Carpe Diem, adorei seu comentário e seu blog... Vou virar seguidora com certeza.
Tudo bem que Pânico é brega mesmo, confesso eu assisto, o CQC amo também,os dois tem estilos diferentes que me agradam muito.
Continue me visitando!
Beijos da Marie

www.baudamarie.blogspot.com

Vane Aguiar disse...

Ahhhhh Marie, nem acho tão brega assim... ainda mais que são coisas que nos fazem rir do que passa no mundo e da própria rotina.

Beijos com carinho

SAULO PRADO disse...

Quero correr pela rua em dia de chuva
E nela me lava de toda a sujeira
Que me sujei, em nome do poder
Hoje sei que meu maior erro, foi querer crescer

Agora tenho saudade da infância sem planos
Aonde soltar pipas era um de meus maiores encantos
Tomara que a enxurrada possa levar
Toda minha angustia, por ter deixado, a rotina me dominar...


Seu blog é inspirador...

Adorei estar aqui, assim como adorei, sua visita em "Meu Mundo Quadrado"!

Vane Aguiar disse...

Saulo, ameeeeeei o poema!!!
Fantástico seu domínio com as palavras que me tocam profundamente!!!

Também quero correr pela rua em dia de chuva...

Abraços

Anônimo disse...

A coisa que eu mais gostaria de ter no momento agora era ter um alguem,realmente admito que sou muito exigente,muito mesmo,por essa razao entao escolho muito e fico como estou sozinha,mas e´que acredito de verdade que ainda nao enconteri a pessoa certa pra mim,ai fiz isso algumas vezes de ficar com outras pessoas so mesmo pra nao ficar so,nao foi gratificante pq qdo td acaba fica uma sensaçao horrivel,mas fazia isso por ter mesmo panico de ficar sozinha,atualmente rejeitei pessoas que queriam ficar comigo,mas dessa vez foi pq sei muito bem que essas pessoas tem la seus compromissos,e do o querem é somente uma saida comigo,mas tudo sem o menor compromisso,so mesmo o de denovo sairmos qualquer hr dessas,essa é terrivel de engolir,eu engolia essa antes,mas otp passa e agora vejo que eu era somente uma leviana,sem pudor nenhum com meu corpo,isso nao é nem diversao sadia,mas sim uma safadeza tamanha digna de ordinarias,e eu nao sou isso nao sou assim,nao quero mais ser,quero ter um homemleal,fiel,assim como eu serei a ele.

Anônimo disse...

costumo dizer quase sempre a mesma coisa ou seja a mesma frase mas é oque realmente me descreve nesse momento tão complicado :
Estou tão cansada de dizerpalavras que ninguém entende eu posso te ouvir até com um sussurro mas vc nem consegue ouvir gritando !!!

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